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Caio Misticamente... Sensível ao que me rodeia, intuitiva e atenta. Confio demasiado nas minhas intuições e nos meus instintos, sigo o meu coração em detrimento da razão. Tenho uma personalidade inconstante e sou bastante temperamental. Mudo de humor facilmente, tanto sou fria e distante, como posso ser quente e aconchegante. Mas serena ou brava, fria ou quente, sou o espelho da minha alma e alma da minha gente. Concha selada, independente, choro sozinha e ri-o com gente. Mas sou feliz...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O fabuloso destino de Mystic Falls

Destino, a maneira através da qual a ordem das coisas é pré-escrita - a imutável lei do universo - a ordem natural estabelecida do universo, a sucessão inevitável de vários acontecimentos provocados ou desconhecidos. A força pela qual toda a existência é determinada e condicionada. A responsabilidade desta força é imputada às divindades. O destino é usado para tentar explicar o absurdo dos acontecimentos existenciais, impossíveis de serem explicados pela ciência. O destino é muitas vezes "aquilo que os fracos utilizam como conforto para suprir a dor da derrota, e assim vivem com a infelicidade de que a vitória será inevitavelmente impossível diante das atitudes não tomadas."

As pessoas que são fiéis atentas a todas as ironias do destino, interpretam-nas como sinais ou mensagens dos deuses. Eu era uma dessas pessoas, mas eu já deixei de acreditar há muito tempo. Mas era reconfortante acreditar que o meu destino, seja lá o que isso for, se real ou simplesmente uma fantasia, algo que nos conforta quando nada acontece da maneira como esperamos, independentemente disso tudo, gostava de acreditar que o meu destino será fabuloso.

Mystic 

quinta-feira, 25 de março de 2010

The dark side of the moon

"Sentada no chão frio, rodeada pela escuridão. O único som que se ouve é a sua respiração ofegante, como se tivesse corrido a maratona... Está cansada, cansada de viver e de não aprender.
Aproxima-se o temporal, e ela reza para que não a varra da face da Terra, mas implora que varra todos aqueles pensamentos mais escuros do que toda aquela escuridão.
Existem certos e determinados momentos que fazem pensar, outros que fazem pensar mais do que o habitual e ainda outros que fazem repensar quase toda uma vida... E a sua vida sempre foi repleta de indecisões, está  mais do que na altura de se decidir e de se encontrar. Para isso é necessário que ela veja a luz, que clarifique os seus pensamentos, que encontre o seu caminho e que o siga sem medos."

                                   Mystic

sábado, 20 de março de 2010

Branco de neve

 
                                                               Num sono profundo entraste
e deitado num jardim ficaste
No rosto um sorriso sereno
que será para sempre eterno
O céu chorou e o sol brilhou
A água e a luz assim formou
o arco-íris que pintou as flores
que te rodeiam com bonitas cores

Mystic

quinta-feira, 18 de março de 2010

A arte de perder, a arte de lembrar


Remember

Remember me when I am gone away,
Gone far away into the silent land;
When you can no more hold me by the hand,
Nor I half turn to go yet turning stay.
Remember me when no more day by day
You tell me of our future that you planned:
Only remember me; you understand
It will be late to counsel then or pray.
Yet if you should forget me for a while
And afterwards remember, do not grieve:
For if the darkness and corruption leave
A vestige of the thoughts that once I had,
Better by far you should forget and smile
Than that you should remember and be sad.

                                       Christina Rossetti

Lembrar-me-ei

Eu lembrar-me-ei quando te fores,
Quando te fores para a terra silenciosa;
Quando não mais te puder segurar pela mão,
Nem tu quando deres meia volta para ir e voltando-te ficares.
Eu lembrar-me-ei quando não mais
Te falar do nosso futuro que planeei:
Somente me lembrarei; eu entendo
Que será tarde para rezar.
Ainda que te esqueça por um momento
E depois lembrar-me, eu não lamentarei:
Porque se a escuridão deixar
Um vestígio dos pensamentos que uma vez tiveste,
"É muito melhor que me esqueças e sorrias
Do que me lembrares e fiques triste".

Adaptação do poema "Remember" de Christina Rossetti

Mystic

segunda-feira, 1 de março de 2010

Como um livro


Livro: “Outras vezes tive ocasião de dizer que o arado, a espada são extensões da mão; o microscópio, dos olhos; mas um livro é algo mais: é uma extensão da memória, do entendimento.”



Dicionário de Borges, Carlos R. Stortini – Bertrand Brasil
Tradução: Vera Mourão


  As minhas folhas alvas de neve
   sob a minha capa rubra de rosa.
Com o teu toque suave
folheaste todas e cada uma
das páginas onde reside a alma,
a essência de todo o meu ser.
Por fim, deixaste-me abandonada
no escuro, num canto escondido.
Terás apreendido as lições?
Ou terás esquecido? 

Mystic

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Arte da Solidão

Alguém disse que “escrever é uma prova de solidão, se a pessoa não estiver só não tem necessidade de escrever, escreve para se completar”.

É perdoável ao poeta sentir-se só, não é perdoável ao comum dos seres sentir-se só. A solidão não é uma opção, é para muitos um estado permanente, um modo de vida.
Escrever é o mecanismo de defesa. Escrevo para me completar, pois sem a minha escrita eu não me sinto viva, sinto-me só. Estou numa sala apinhada de gente e ainda assim me sinto só, é doloroso. Eu estou sozinha em frente de um simples pedaço de papel e de uma caneta, e ouço um mundo de vozes à minha volta. São a minha companhia nos meus momentos de solidão, as únicas pessoas com quem posso contar e é com elas que eu desabafo o que me vai na alma. Se eu não escrever, se não passar para um simples pedaço de papel todos os pensamentos que habitam a minha mente, eu elouqueço.  Estas pessoas que eu crio são o meu reflexo, o que eu sou e o que eu aspiro ser um dia.
 Fernando Pessoa - um génio, considerado por alguns um louco - tinha vários heterónimos, várias vidas, pessoas que sentiam, que sofriam, que eram formadas ou não, que tinham um emprego ou não, que eram viajadas ou não e que até tinham horóscopo, só faltou mesmo o número de segurança social. Estas pessoas derivaram da "loucura", da personalidade brilhante deste homem.

Fito-me frente a frente
E conheço quem sou.
Estou louco, é evidente,
Mas que louco é que estou?

É por ser mais poeta
Que gente que sou louco?
Ou é por ter completa
A noção de ser pouco?

Não sei, mas sinto morto
O ser vivo que tenho.
Nasci como um aborto,
Salvo a hora e o tamanho.

30-3-1931

Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa.

Mystic

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Não são as calças que fazem a mulher. Mas sim a mulher que faz as calças.

Estas são palavras de uma das pessoas mais sábias que eu conheço - a minha irmã mais velha.

Comecei a reflectir sobre esta bonita expressão e percebi que se aplica a muito mais do que simples calças.

No nosso bonito dia-a-dia existem calças número 34, 36, 38, 40, 42, 44, e por aí a fora.
E depois existe o nosso número que pode ser superior ou inferior ao número das diversas calças com que nos depara-mos:

- Existem calças nas quais se é difícil entrar e das quais se é difícil sair, mas que de uma maneira ou de outra conseguimos

- Existem calças nas quais não sabemos como entramos - mas a verdade é que entramos - e quer nos apercebamo-nos ou não iremos sair delas, eventualmente 

- Existem calças que queremos muito

- Existem calças que não queremos tanto

- Existem mulheres que se adaptam melhor a umas calças do que outras

- Existem calças que assentam melhor numas mulheres do que noutras

Mas estejamos a vestir as calças que forem, se não tivermos o estofo suficiente para as suportar - aquelas calças serão simplesmente umas calças e não terão um terço do valor que poderiam ter.

Portanto depois de refectir sobre aquela bonita expressão, a conclusão a que eu chego é que não são as calças que fazem a mulher, mas sim a mulher que faz as calças, todas e cada umas daquelas pequenas ou grandes situações com que se deparam no seu dia-a-dia.

Mystic